Coraline e o Mundo Secreto

O quão bom é assistir um filme sem esperar muito, mas ser surpreendido com uma obra de arte? pois foi essa sensação que tive ao final dos créditos de Coraline. Com a ideia de que “é uma animação em stop-motion, então vamos ver…” na cabeça, peguei o filme para assistir, e descobri um ótimo enredo, baseado no livro homônimo de Neil Gaiman, onde temos uma garota não muito feliz com sua família, que recebe a oportunidade de viver em um outro mundo, com uma versão diferente, perfeita, desta família, mas ela descobre que nem tudo é o que parece. Coraline pode parecer um filme infantil a princípio, por seu estilo visual, mas certamente não é, esconde um enredo bastante adulto e complexo, e algumas cenas que podem assustar os pequenos.

O visual é um show à parte, o stop-motion foi utilizado muito bem, e o estilo artístico surreal encaixou perfeitamente. O diretor Henry Selick não é novato quando se trata de stop-motion, ele foi o diretor do clássico O Estranho Mundo de Jack, os personagens têm vida própria e carisma, e em muitas cenas custei a acreditar que não era computação gráfica.

Buscando mais informações sobre o filme, descobri uma série de vídeos interessantes da equipe de produção, onde podemos ver um pouquinho da técnica (e o grande trabalho) por trás de Coraline, como as roupas minúsculas bordadas a mão, as flores feitas de pipoca e as centenas de peças para cada expressão facial dos personagens. O interessante dos vídeos também, é que eles dão destaque aos artistas invisíveis que fazem a magia acontecer.

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